11 de abr de 2018

Produções Artísticas e Culturais das Primeiras Comunidades Humanas

A pergunta da tarde é...



"Os povos primitivos também produziam cultura?
E a resposta é:
As comunidades primitivas também produz cultura. Toda sociedade produz cultura porque cultura é tudo aquilo que nos identifica como pessoas que pertencem a um grupo.

Umas das representações culturais das comunidades primitivas eram as pinturas rupestres.

Através dessas pinturas os homens primitivos se comunicavam e deixavam registros de coisas que eles faziam no seu dia a dia para que outras pessoas pudessem ficar sabendo. Eles eram ágrafos, ou seja, não conheciam a escrita. Mas eram muito bons com os desenhos, vocês concordam?

Existem várias outras formas de manifestação cultural que nós chamamos de Cultura Material, ou seja, é tudo aquilo que podemos ver e pegar, como prédios, monumentos, museus. 




Mas existe também aquela parte da cultura que nós chamamos de Cultura Imaterial - que são as manifestações culturais que não podemos pegar, como as danças, festas, músicas, etc. Todas essas representações são importantes para dar identidade ás sociedades, que viveram em determinada época e em determinado local.

O conjunto desses bens materiais e imateriais formam o nosso Patrimônio Cultural. No Brasil existem alguns órgãos responsáveis por proteger esses patrimônios. São eles o IPHAN(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e em Minas Gerais o IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais).

Bom, lá em cima, no texto eu usei uma palavra muito importante: R-E-G-I-S-T-R-O!
Registro é tudo aquilo que a gente deixa para trás, como forma de comprovar algo.
O registro é o principal instrumento dos HISTORIADORES, para que eles possam pesquisar a história da humanidade em outras épocas e assim recontar para todos nós.

Esses registros usados por esses profissionais e que dão verdade aos fatos históricos são chamados de FONTES HISTÓRICAS.

Existem diferentes tipos de fontes. São elas:


As primeiras formas de registros são as pinturas rupestres. Outra forma dos homens registrarem fatos históricos através da Tradição Oral, ou seja, as histórias, lendas e mitos que eram passadas de pais para filhos. No entanto, o registro que vai mudar toda a maneira das sociedades se organizarem foi a ESCRITA.

Nas cidades, as formas de registros se transformaram ainda mais. Havia a necessidade dos reis controlarem a sua produção, a maneira de organizá-la, contabilizar a cobrança de impostos e fazer contas e mais contas e deixar tudo bem organizadinho.

Segundo os historiadores, a escrita teria se desenvolvido na Mesopotâmia, atual Iraque, pelos ESCRIBAS, funcionários dos reis, e chegou também ao poder dos sacerdotes.

Esse sistema de letras e números mais tarde passou a ser usado pelos comerciantes, grandes proprietários de terras e pelos governantes. Hoje, a escrita é um grande instrumento de comunicação.


Relação entre o mundo natural e o sobrenatural


Desde a antiguidade os homens tinham a necessidade de explicar os fenômenos naturais que muitas vezes lhes causava medo e terror, como os raios, os trovões, as tempestades, dentre outros. Existia também a curiosidade em conhecer os mistérios da origem da vida, da morte, das doenças...


Para isso surgiu a religião. Praticada nas comunidades coletoras e caçadoras quem a coordenava eram os XAMÃS. Eles curavam doenças, realizavam cerimônias, ofereciam oferendas aos deuses, todos eles ligados á natureza e ainda eram responsáveis por aplacar a natureza como as chuvas, as tempestades, a fertilidade da terra...
Os deuses eram cultuados por toda a comunidade que tinham neles uma grande dependência e respeito.
Além de representarem elementos da natureza, esses deuses possuiam formas humanas e também de animais, podiam ser homens ou animais, bravos ou mansos, bons ou ruins.


Com o desenvolvimento das cidades, quem fazia o serviço religioso eram os sacerdotes. A religião das classes mais ricas e dos governantes era imposta a toda a população. Eram construídos templos para homenagear cada um dos seus deuses e a religião passava cada vez mais a fazer parte do dia a dia das pessoas.


A necessidade de medir o tempo


Os primeiros grupos humanos organizavam sua vida com base na observação dos ciclos da natureza: a sucessão dos dias e das noites, as secas e as chuvas, o nascimento das plantações e as colheitas.
A necessidade de calcular a duração dos fenômenos naturais levou os grupos humanos  a criar instrumentos para medir o tempo como relógios de sol, ampulheta e os calendários.

Os Calendários


Como vimos, cada povo possui uma cultura. Assim, com base em sua cultura, os povos criaram os diferentes calendários. Para dar início à contagem do tempo, cada povo escolheu uma data importante para ele.
Interessante perceber que todos os calendários acima, tem como referência fatos ligados a sua religião.
O calendário usado no Brasil é o calendário cristão. Nele a contagem do tempo é marcada a partir do nascimento de Cristo. No caso de acontecimentos anteriores ao nascimento de Cristo, colocamos ao lado da data a abreviatura a.C.

Já para acontecimentos que vieram depois de Cristo, NÃO é necessário usar a abreviatura d.C. ou seja, depois do nascimento de Cristo.

Exemplo: A cidade de Roma, na Itália foi fundada em 753 a.C. (753 anos antes de Cristo).
                 Estamos no ano de 2018. (Sem d.C.)
                  

Entendido?! 

O nosso calendário divide o tempo em dia, mês, ano, década (10 anos), século (100 anos) e milênios (1000 anos).
O Século é uma unidade de tempo muito usada pelos historiadores. Geralmente é representada por algarismos romanos: século I, século XX, e por ai vai...

Dicas importantes


Se a data que estiver sendo examinada terminar com dois zeros, o século então corresponde ao(s) primeiro(s) algarismo(s) que estiver à esquerda desse número. Exemplos:
Ano 300 a.C.: O ano 300 a.C. está inserido no século III a.C., já que cortando os dois zeros, 300, resta o número 3.
Ano 1700 d.C.: O ano 1700 d.C. está inserido no século XVII d.C., já que cortando os dois zeros, 1700, resta o número 17.
Ano 2000 d.C.: O ano 2000 d.C. está inserido no século XX d.C., já que cortando os dois zeros, 2000, resta o número 20.
Mas quando o número não termina em dois zeros é só eliminar a unidade e a dezena que o compõe, somando o(s) algarismo(s) restante(s) ao número 1. Exemplos:
Ano 1450 a.C.: O ano 1450 a.C. está inserido no século XV a.C., já que eliminando a unidade e a dezena, 1450, e somando o resto com 1, teremos14+1=15.
Ano 736 d.C.: O ano 736 d.C. está inserido no século VIII d.C., já que eliminando a unidade e a dezena, 736, e somando o resto com 1, teremos7+1=8.
Ano 1895 d.C.: O ano 1895 d.C. está inserido no século XIX d.C., já que eliminando a unidade e a dezena, 1895, e somando o resto com 1, teremos18+1=19.
Ano 2001 d.C.: O ano 2001 d.C. está inserido no século XXI d.C., já que eliminando a unidade e a dezena, 2001, e somando o resto com 1, teremos20+1=21.
Isso ocorre porque não contamos o ano zero em nosso calendário, iniciando a datação a partir do ano 1. Dessa forma, o século I d.C. só se completou no ano 100 d.C., e não no ano 99 d.C. O século XX d.C. se encerrou em 31 de dezembro de 2000 d.C., e não em 31 de dezembro de 1999 d.C.